Banco de relatos de acidentes em montanha - CBME

Relatório número 50

*** Caso você conheça as circunstâncias do episódio descrito abaixo e identifique discrepâncias por favor nos comunique***
 
Fonte do relato: Relato escrito com dados fornecidos por um dos participantes ou uma testemunha.

Tipo de evento: Incidente (quase acidente)

Mês e ano: Maio  2012
Parte do dia: Manhã
Local: Rio de Janeiro - RJ/Cachpoeira dos Primatas Parque Nacional da Tijuca
Número total de pessoas envolvidas: 1
Número fatalidades: 0

Tipo de ambiente: Rio/Corredeira/Costão/Cachoeira

Etapa da atividade: Descendo (inclui rapel)

Condições atmosféricas no momento: Sol

Causa(s) imediata(s):
Falha humana ou desconhecimento de técnica
Deslizamento
Falha de equipamento

Causa(s) contribuinte(s):
Sem capacete
Segurança inadequada

Tipo(s) de ferimento(s):
Abrasão
Psicológico

Nível de experiência dos envolvidos:
Moderada (1 a 3 anos)

Relato:
Em operação comercial no Parque Nacional da Tijuca, no setor dos Primatas onde se encontra a Cachoeira dos Primatas o guia de turismo começou a operação de rapel.

Quando ele começou a fixar a corda para a descida eu percebi que o local não era apropriado mas não interferi na ação, o local em questão um árvore de sáude duvidosa.

Ao iniciar a operação notei o segundo erro que era a falta de capacete para os clientes.

Ao iniciar a descida o cliente ao atingir a parte com maior inclinação na cachoeira disse que a cadeirinha estava se soltando e rapidamente ela abriu.

Como o local não possuía grande inclinação e ele conseguiu com sua própria força retornar ao ponto da saída do rapel, graças ao seu preparo físico, fato primordial para a sua salvação.

Após o susto o guia contornou a situação e comunicou ao cliente que aquela cadeirinha estava ruim e os outros clientes, com medo, decidiram não realizar a atividade. Após o acontecido, no dia seguinte, o guia foi a uma loja de equipamentos dizendo que queria comprar uma fivela nova para a sua cadeirinha e por ironia do destino a loja que ele foi é a mesma que me apoia nos cursos de escalada.

Ao perceber o fato disse a ele para comprar uma cadeirinha nova e pedi ao mesmo para me mostrar como ele tinha colocado a cadeirinha. Para a minha surpresa, ele tinha esquecido de fechar corretamente a fivela. Fato gravíssimo que acarretou o incidente.

Prevenção (opinião do relator):
Guia de turismo precisa fazer no mínimo um Curso Básico de escalada homologado,para não cometer erros grosseiros e básicos como este.

Maior informação sobre legislação para quem atua comercialmente para saber sobre seus direitos e deveres perante ao consumidor e legislação sobre crimes ambientais.
Recomendações (CBME):
Condutores e Guias de Turismo de Aventura que operem em ambiente vertical necessitam ter uma formação básica em escalada (além de outras) através de instrutores reconhecidos de escalada (Aguiperj e outros, por exemplo).

*** Este relato foi fornecido de forma espontânea por um membro da comunidade de montanhistas e reflete sua visão do acidente e sua opinião pessoal. Apesar de fazer máximo esforço para confirmar a veracidade e exatidão dos relatos, a CBME ou seus membros não se responsabilizam por eventuais discrepâncias ou inconsistências encontradas nos relatos, ou ainda se indivíduos ou empresas se sentirem de alguma forma ofendidos ou injustiçados pelo conteúdo do relato, apesar da forma anônima de apresentação dos dados. ***