Banco de relatos de acidentes em montanha - CBME

Relatório número 84

*** Caso você conheça as circunstâncias do episódio descrito abaixo e identifique discrepâncias por favor nos comunique***
 
Fonte do relato: Relato escrito por um dos participantes

Tipo de evento: Incidente (quase acidente)

Mês e ano: Janeiro  2015
Parte do dia: Tarde
Local: São Luiz do Purunã - PR/São Luiz do Purunã, Setor 3, via Diedro de Isis
Número total de pessoas envolvidas: 2
Número fatalidades: 0

Tipo de ambiente: Rocha (escalada livre ou artificial)

Etapa da atividade: Subindo (inclui guiando, segundo ou cordas fixas)

Condições atmosféricas no momento: Sol

Causa(s) imediata(s):
Queda
Equipamento móvel desprendeu

Causa(s) contribuinte(s):

Tipo(s) de ferimento(s):

Nível de experiência dos envolvidos:
Experiente (mais de 3 anos)

Relato:
Nesta última sexta-feira, 16/01/2015, três escaladores estavam no Setor 3 (Setor de escalada em móvel) em São Luiz do Purunã, Paraná.

Depois de algumas vias de aquecimento, o escalador "A" decidiu guiar a via Diedro de Isis pela primeira vez, já tento escalado a mesma de segundo em outro dia. Utilizando apenas costuras longas de 60cm, para evitar o arrasto
de corda e o deslocamento das peças, e com os mosquetões soltos (sem string). No lance do crux (teto) foi colocado dois C4 pequenos, um 0.4 no teto e um 0.5 numa fissura horizontal abaixo do teto. Como o escalador guia não sabia exatamente aonde estava o reglete depois da virada para ganhar o lance ele acabou perdendo energia procurando-o e avisou o escalador "B" que iria desescalar e realizar uma queda programada próxima das últimas proteções. Desescalou e quando estava a aproximadamente 1 metro das 2 últimas proteções do crux avisou da queda. O que seria uma queda de uns 2 metros se transformou numa queda de aproximadamente 6m a 7m. As duas proteções do crux falharam em situações distintas.

A proteção do teto sacou totalmente, o que provavelmente deve ter ocorrido por ser uma colocação difícil de perceber se a peça estava posicionada corretamente. O teste do puxão funcionou.

A proteção da fissura horizontal (0.5) ficou presa mas sem o mosquetão da corda o qual caiu junto com o escalador "A" até a corda travar nas proteções anteriores. Acreditamos que este mosquetão da corda deve ter virado no momento da queda e a própria costura fez o trabalho de abrir o gatilho e sacá-lo da costura.

O gatilho ficou comprometido e o mosquetão será inutilizado. O escalador "A" não sofreu nenhum ferimento grave.

Prevenção (opinião do relator):
Ter maior atenção com proteções delicadas. No caso do mosquetão que sacou da costura, se o escalador julgar necessário, utilizar um mosquetão com trava para lances mais comprometidos.

*** Este relato foi fornecido de forma espontânea por um membro da comunidade de montanhistas e reflete sua visão do acidente e sua opinião pessoal. Apesar de fazer máximo esforço para confirmar a veracidade e exatidão dos relatos, a CBME ou seus membros não se responsabilizam por eventuais discrepâncias ou inconsistências encontradas nos relatos, ou ainda se indivíduos ou empresas se sentirem de alguma forma ofendidos ou injustiçados pelo conteúdo do relato, apesar da forma anônima de apresentação dos dados. ***