| Purificação da Água |
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Matéria original disponível no site : http://www.trilhaserumos.com.br/dicas_dicasuso_ler.asp?IdDica=4 O corpo humano é composto de mais de 70% de água e, quando perde líquido, perde não apenas água mas sais minerais também. Assim, quando ele sente sede, significa que precisa não apenas d'água mas de sais minerais também (por isso o sucesso das bebidas isotônicas). E, se a água for poluída, ela não apenas matará a sede como poderá contribuir com algumas doenças desagradáveis. Então, melhor conhecer bem o "inimigo" e aprender a tratá-la de forma adequada. Assim, mesmo a água de uma travessia como a clássica Petrópolis-Teresópolis, que já está com praticamente todos os seus pontos d'água poluídos por visitantes descuidados, pode ser consumida. Dizem que, se você começa a sentir sede, é um sinal que seu corpo já está desidratado. Beba antes de senti-la. Para isso, defina um tempo (curto) e siga-o à risca. Por exemplo, tome um gole de uma garrafa pequena, sempre ao alcance da mão, de quinze em quinze minutos. O alarme do relógio pode te ajudar a lembrar com precisão esta importante tarefa. Uma boa idéia pode ser deixar a sua garrafa na mochila do companheiro, para facilitar no acesso à mesma (mas isso só vale se vocês caminham no mesmo passo), o que te dará um trabalho a menos na hora de esticar a mão para pegar a garrafa e beber (quando o tempo é curto, tirar a mochila consome preciosos segundos que podem ser usados em coisas mais importantes). Opções de tratamento da águaA maioria das contaminações patogênicas causadas por microorganismos presentes na água é causada por: As defesas1. Ferver - destrói todos os patogênicos. O tempo recomendado vai de 3 a 10 minutos. 2. Tratamentos Químicos: a. Iodo - mata bactérias e vírus. Alguns protozoários como a Cryptosporidium são resistentes ao iodo. Por isso, não deve ser o único meio de tratamento, sendo bastante eficiente quando usado junto com o uso de filtros. Águas mais frias e/ou escuras pedem uma concentração maior de iodo ou mais tempo para fazer efeito. Grávidas e pessoas com problemas de tireóide não devem usar este método. Para a maioria das pessoas, o risco é pequeno se usado apenas durante duas ou três semanas continuamente. Escolhendo um método de tratamento
O custo inicial é baixo mas pode ser caro se for tratar quantidades muito grandes de água. Outra opção para tratar os três tipos de patogênicos é, primeiro, tratar a água com iodo e, depois, filtrá-la. Se você se preocupa com a exposição ao iodo, você pode usar um filtro com carvão, que chega a remover entre 90 e 98% do iodo, reduzindo a exposição, o gosto e o cheiro ao mesmo, mas tenha certeza de não ter filtrado a água antes do iodo ter tempo suficiente para agir. Até os filtros mais baratos protegem contra protozoários e bactérias. Eles são uma ótima opção para aqueles que não precisam de proteção contra vírus, usam-no apenas ocasionalmente, viajam em grupos pequenos ou fazem viagens pequenas e não querem colocar químicos em sua água. Filtros mais caros também não usam químicos - geralmente, eles filtram muito mais litros d'água que os filtros baratos, antes de ser obrigado a trocá-lo. Isto acaba economizando dinheiro e peso no fim das contas e fazem deles a melhor opção para usuários freqüentes, viagens longas e/ou grupos grandes. Comparação dos tratamentos de água
Por último , há o excelente método SODISÉ um sistema barato e efetivo de purificação de água para consumo (além da fervura e cloração, por exemplo), e que, mesmo em situações ausência de infra-estrutura e ainda que com céu completamente nublado, funciona. Porém, em dias totalmente nublados, são necessárias 48 horas para purificação (dois dias ao sol), ao invés das 6 horas suficientes em dias sem nuvem ou parcialmente nublados. O método não é nenhuma novidade e é recomendado pela OMS, inclusive. É objeto de diversos estudos publicados por pesquisadores, inclusive brasileiros, já que é aplicado em comunidades do Brasil, que não dispõe de abastecimento pela rede pública ou mesmo saneamento básico. É certo que a filtragem e fervura da água são menos trabalhosas e mais recomendadas; mas na sua impossibilidade, o SODIS ( de “solar disinfection“), pode ser uma opção para diminuição de riscos de contaminação a índices aceitáveis. Há um excelente tutorial neste site, da organização não-governamental Inmed Brasil que possui um tutorial e informações resumidas sobre o funcionamento do sistema: Quem quiser ou precisar saber mais, recomendo que baixe a cartilha em PDF do Instituto Federal Suíço de Tecnologia Aquática (EAWAG), com incríveis 88 páginas detalhando o sistema SODIS, suas qualidades, limitações e formas de funcionamento. Observação o SODIS não elimina contaminação química da água, somente a biológica (em quase 100% dos microorganismos). Mas, em casos de calamidades ou ausência de estrutura de saneamento, deve ser considerado como alternativa barata e viável. |











